Tem um ruído intermitente, ruído esse entre os dentes já roídos e decadentes, dantes ruindo de tão doentes. De mente dementem, não a encontras nem reflectida numa montra, de certo montas-la num compasso com o passo certo. Está a um passo do curto circuito, ligada à electricidade numa cidade muito cheia de gente desligada. Com a coluna enterrada às pedras da calçada, descalça e fossilizada sem se mover nem a ver nada. Os olhos ardem, há-de haver alguém que se ilumine e bem encostado acabe por lhe fazer companhia. Mas nem tendo isto tudo em conta ela deixa de ser fria. Esquecida de dia, excepto quando ela própria é o dia.
E tu? Gostas de candeeiros de rua? Dá que pensar não dá?
E tu? Gostas de candeeiros de rua? Dá que pensar não dá?






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